Aprender sobre os princípios da educação financeira desde cedo faz toda a diferença na relação que você desenvolve com o dinheiro ao longo da vida.

Educação financeira: o que é e sua importância em todas as fases da vida

A educação financeira nunca esteve tão em evidência no Brasil quanto no momento atual. Isso se deve a fatores como o aumento de influenciadores digitais voltados para o assunto e a democratização das informações.

O brasileiro, de um modo geral, também está mais interessado em aprender sobre finanças pessoais e como ter uma boa gestão financeira.

A recente crise provocada pelo coronavírus evidenciou o quão importante é a educação financeira pessoal, já que muitos sofreram grandes impactos em suas rendas e, se não fosse a ajuda governamental, não teriam conseguido passar por esse período.

Viu-se de forma clara como as reservas financeiras são essenciais na vida de qualquer um, já que as emergências não avisam quando vão acontecer.

Leia o nosso artigo completo e entenda como o conceito e a prática da educação financeira é primordial desde a infância até a fase final da vida!

O que é educação financeira?

Educação financeira é o processo de aprendizagem que envolve conhecer os processos de como cortar gastos, aumentar receitas e investir valores poupados periodicamente para gerar acúmulo de riqueza.

Sendo, por isso, um conjunto de ações que englobam o planejamento financeiro, mas não se resume a ele.

Estas ações devem ser constantes, até tornarem-se hábitos!

Ao se educar financeiramente o indivíduo concentra conhecimentos que diminuem suas chances de cometer erros em suas escolhas financeiras, o que, consequentemente, diminui o risco de perda do patrimônio gerido.

A educação financeira também pressupõe um certo nível de mentalidade sobre o dinheiro, na qual se entende que quando bem empregado ele pode além de comprar bens, servir como replicador de si mesmo.

É o que grandes educadores financeiros como Robert Kiyosaki chamam de “fazer o dinheiro trabalhar para você”.

Por isso, como objetivo final, a educação financeira tem a missão de ensinar seus estudiosos a alcançar o nível de saberem como fazer com que seu dinheiro trabalhe por você.

Educação financeira nas escolas

O paradigma da educação financeira é que ela é essencial para todo e qualquer ser humano, mas na contramão do que deveria acontecer, no Brasil, ela não é ensinada nas escolas ou faculdades.

Essa não orientação de como se deve lidar com o dinheiro, causa uma falta de discussão acerca do assunto que perpetua o ciclo da desinformação sobre o assunto.

Para quebrar esse sistema de distanciamento das crianças de temas relacionados às finanças pessoais, medidas estão sendo tomadas pelo governo para a implementação da educação financeira nas escolas com base no Documento de Orientações para Educação Financeira nas Escolas contido no Plano Diretor da ENEF de 2010.

Este é o primeiro passo para a mudança de perspectiva da importância da educação financeira infantil no Brasil.

Educação financeira infantil nas escolas

Tem o potencial de mostrar às crianças que o imediatismo e o consumismo podem ser os maiores vilões de suas finanças, já que aceleram a propensão ao endividamento e a total falta de reservas e investimentos.

Ao ensinar as bases de educação financeira nas escolas, a expectativa é que, melhor informadas, estas crianças façam melhores escolhas financeiras que afetarão a economia do país, não apenas seus futuros.

Já que a educação financeira não ensina apenas sobre como deve ser a nossa relação com o dinheiro, mas também estimula novas maneiras de obtê-lo, como o empreendedorismo.

A importância da educação financeira infantil

A construção de um patrimônio sólido depende basicamente de tempo e disciplina.

Assim, quanto mais cedo se aprende os conceitos de educação financeira, mais rápido a mesma mostrará seus benefícios.

Enquanto que a disciplina depende do hábito, e nada melhor para lapidar um costume que a prática constante por um longo período, assim, o ideal é que as pessoas sejam apresentadas à educação financeira ainda na infância.

Educando a criança com relação ao dinheiro desde cedo, os pais e educadores dão a criança o poder de decidir sobre sua condição futura.

O que acontece hoje é que os jovens, em sua maioria, não fazem ideia do valor do dinheiro, do custo de vida da sua cidade, nem de nada do gênero.

Muitos chegam ao mercado de trabalho sem ter ideia da média salarial de seus empregos. Ou seja, nenhum pouco preparados para lidar com a gestão de seus recursos.

Quando começam a receber seus salários, ainda morando com seus pais e sem responsabilidades fixas, gastam tudo em bens supérfluos, ao invés de aproveitar essa fase da vida com menos obrigações para se preparar para o próximo passo: morar sozinho.

Bem, quando se mudam para um local seu, este é financiado em 20 ou 30 anos, junta-se a esta parcela a do carro, as novas contas que devem ser pagas como condomínio, água, luz, entre outras despesas fixas e variáveis.

Percebe que se este indivíduo do exemplo não começou a fazer suas reservas antes, muito menos agora ele irá fazê-las?

E quando chegar os filhos e a vontade de viajar nas férias para dar uma desopilada? Tudo feito sem planejamento financeiro algum?!

Esse é o retrato da maioria dos jovens e adultos de hoje.

A quebra do ciclo ganha-gasta

Conseguirmos atingir um patamar de educação financeira em que este ciclo se quebre e as crianças tenham consciência do valor do dinheiro desde a infância a educação financeira nas escolas é primordial.

A quebra do ciclo ganha-gasta incentivará a independência financeira dos pequenos e a responsabilidade na gestão de seu patrimônio.

Essa ideia fica bem clara quando se lê o livro “Pai rico, Pai pobre”, que conta parte da infância de Robert Kiyosaki.

Em uma passagem do livro ele deixa uma valiosa lição, a ideia central dela é: não diga aos seus filhos que não podem dar-lhes algo, estimule-os a encontrar uma solução e conseguirem o que querem por si mesmos.

As lições sobre educação financeira obtidas do Pai rico em sua infância foram essenciais para sua visão de mundo e para a vida que tem hoje.

Dicas de educação financeira

Educação financeira exige estudo e prática dos diversos conceitos que permeiam o assunto.

Por isso, quem espera ficar rico rápido e sem adquirir bastante conhecimento antes – o que exige muito esforço, desiste de ir pelo lado da educação financeira e começa a apostar na loteria, por exemplo.

Para traçar um caminho de sucesso financeiro é preciso ter paciência, conhecimento, foco e hábito.

Ter o conhecimento e não colocá-lo em prática também é um problema. Por isso, ao ler as dicas não pense “Ah, era isso? Que simples”.

Sim, podem ser super simples, mas a maioria não tem a disciplina necessária para aplicá-las no longo prazo.

Vamos às dicas de educação financeira:

1. Entenda e controle suas despesas

Saber para onde vai seu dinheiro e, mais especificamente, quanto dele está empregado em cada área, ajuda a saber quais gastos cortar ou diminuir.

Para isso, você não precisa mais utilizar ferramentas complicadas ou penosas, como caderninhos ou planilhas.

Com os aplicativos de controle financeiro, como o Mobills, é possível fazer a gestão do seu orçamento de forma simples e prática.

Além da vantagem de estarem sempre à mão, eles facilitam o registro tempestivo das receitas e despesas, evitando esquecimentos.

2. Defina metas e objetivos

É difícil poupar sem objetivos financeiros em mente. Por isso, trace seus objetivos de curto, médio e longo prazo, e faça metas financeiras para eles.

Você verá que fica bem mais fácil destinar uma parte da renda a um sonho que tem definições concretas.

3. Desenvolva o hábito de poupar

Poupar dinheiro pode se tornar uma verdadeira obsessão, mas no bom sentido.

A pessoa educada financeiramente busca sempre minimizar seus gastos e, para isso, está sempre querendo economizar.

Exercite hábitos simples para evitar gastar mais que o necessário, como: pesquisar preços antes de uma compra, buscar por descontos ou programas de cashback, pechinchar e analisar a possibilidade de adquirir produtos similares mais baratos.

É possível economizar em todas as áreas do orçamento, principalmente no que diz respeito ao lazer.

Procure por promoções em sites de compra coletiva ou aplicativos de desconto. Opte por programações ao ar livre e com custos mais baixos, alternadas com outras mais caras.

A dica de ouro para quem quer desenvolver o hábito de poupar é: pergunte-se sempre se aquela despesa é necessária e qual seu benefício.

Essa regra é primordial para fugir do consumismo e poupar muito mais.

4. Ganhar, economizar e investir

Esse é um tripé que deve ser seguido por todos que têm a educação financeira como objetivo.

Terminar o mês zerado ou devendo é péssimo. Você precisa urgentemente reduzir seus gastos para cumprir as duas outras etapas do ciclo: economizar e investir.

O ideal é que pelo menos 10% dos seus ganhos sejam destinados à reservas financeiras.

Caso você esteja endividado, o primeiro passo continua sendo a redução dos gastos, mas com foco em pagar as dívidas primeiro e, só então, investir.

Para cumprir o ciclo é preciso conhecer a fundo sua situação financeira e, para isso, deve-se elaborar um orçamento com base em:

  • Rastrear seus gastos;
  • Entender em quais áreas estar concentrado os maiores percentuais de despesa;
  • Onde é possível cortar.

Se seu caso é diferente, ou seja, você já guarda uma parte do que ganha por mês, estude a possibilidade de aumentar esse percentual ou, até, conseguir uma renda extra.

O objetivo é sempre economizar o máximo possível. Busque não se acomodar com uma quantia fixa, pois fatores, como a inflação, estarão corroendo o poder de compra dos valores poupados.

Depois que economizar virar um hábito, pode-se partir para o investimento.

Para quem está começando existem boas opções, inclusive com baixos valores de aportes iniciais.

É sempre bom lembrar que a poupança não é uma boa opção, muito menos com a taxa básica de juros (Selic) tão baixa. 

Opções de renda fixa como: Tesouro Direto, CDBs e LCs, entre outras, são melhores que a poupança.

Depois que começar a investir, estude mais sobre outros tipos de investimentos e diversifique a sua carteira. Não se esqueça que o tempo e os juros compostos ficarão responsáveis por multiplicar seu patrimônio.

Sua parte é continuar aportando com consistência e buscando conhecimento para melhorar seus rendimentos.

Essa é a forma como seu dinheiro pode trabalhar para você.

Livros sobre educação financeira

livros e kindle de livros sobre educação financeira

A beleza da internet é que através dela podemos ter acesso a muita informação de forma gratuita ou paga.

Hoje quem quer se aprofundar em qualquer assunto pode assistir vídeos no YouTube, ler e-books, escutar podcasts ou audiolivros. São muitas as maneiras de se obter conhecimento.

Da mesma forma, é simples achar conteúdo de qualidade sobre educação financeira.

Por estudar o assunto há algum tempo, posso simplificar um conhecimento, que acredito ser primordial para quem está começando.

Bem, os livros sobre educação financeira focam muito em dois pontos principais: mentalidade e fazer o dinheiro trabalhar para você.

Ao se abordar a mentalidade é mostrado como se deve encarar o dinheiro e as relações com o mesmo.

Deixando de lado ditados como “dinheiro é a raiz de todo mal” e outros pensamentos negativos ligado à construção de riqueza.

Esta postura deve mudar para quem deseja ser rico. Caso contrário, sua mente estará sempre sabotando seus planos de sucesso financeiro.

Para alcançar a riqueza material é preciso entender como construí-la e o principal modo é através de “bens geradores de riqueza”, ou seja, aqueles que te geram renda.

Empregando seu dinheiro em bens que gerem mais renda é possível adquirir os chamados “bens não geradores de riqueza”.

O problema é que as pessoas, em geral, fazem exatamente o contrário. Passam a vida comprando passivos, ou seja, bens que não geram renda, mas sim custos no orçamento, como carros que exigem pagamento de impostos e depreciam muito, perdendo valor de mercado.

E no final da vida, via de regra, conquistaram um imóvel próprio, que não pode ser locado ou vendido já que é a residência da família, e outros bens de uso próprio, ou seja, nenhum bem gerador de renda.

Por isso, para fazer o dinheiro trabalhar para você é preciso que ele comece cedo e possa usar o tempo como fator potencializador da construção de patrimônio, junto ao juros compostos.

Por isso, investir é tão importante, pois significa comprar ativos ou bens geradores de riqueza.

Dicas de livros sobre educação financeira

Para entender melhor os conceitos abordados anteriormente, separamos aqui os 3 melhores livros de educação financeira para iniciantes:

  1. Pai rico, pai pobre – Robert T. Kiyosaki e Sharon Lechter
  2. O homem mais rico da Babilônia – George S. Clason
  3. Os segredos da mente milionária – T. Harv Eke

Melhor aplicativo de educação financeira

Como já citamos, aplicar os conceitos de educação financeira por meio de um maior controle do seu patrimônio é possível através de aplicativos de gestão financeira.

Com eles é possível rastrear gastos e fazer os registros no momento em que as despesas ou receitas acontecem, evitando erros por esquecimento.

Para ter esse benefícios e muitos outros, o Mobills é um aplicativo completo. Entre outras vantagens, como ele você pode:

  • Gerenciar suas contas;
  • Definir limite de gastos por categoria e ser avisado quando estiver próximo de ultrapassá-lo;
  • Controlar seus cartões de crédito;
  • Analisar gráficos e relatórios para facilitar a compreensão de suas finanças pessoais;
  • Acessar pelo celular ou na web.

Muitas funcionalidades não é mesmo? Baixe o Mobills e aproveite todas elas.

Conclusão

Investir em educação financeira é primordial desde a infância, já que esta relação irá ditar o modo de ver e gerenciar seu dinheiro ao longo da vida.

Portanto, comece a ensinar seus filhos desde pequenos a serem independentes financeiramente, através de ferramentas como:

  • Estudo das melhores práticas de educação financeira infantil;
  • Estímulo de hábitos de gerenciamento e poupança;
  • Ensinamento por exemplo.

Não deixe de buscar conhecimento sobre o tema.

A educação financeira, como qualquer outra área do conhecimento, é vasta e inesgotável.

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Postado em: Finanças Pessoais


Escrito por Carlos Terceiro

Carlos Terceiro, Fundador e CEO do Mobills, o aplicativo de finanças pessoais com o maior número de clientes no Brasil. Empreendedor movido pelo propósito de transformar a vida financeira dos brasileiros para melhor. Formado em análise de sistemas e Pós-graduando em Finanças e Investimentos pela PUCRS.

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