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O que é CDI? Saiba a diferença entre Selic e a taxa DI!

Entender o funcionamento do CDI é fundamental para todo investidor. Leia o artigo e saiba tudo sobre essa taxa!

Artigo escrito por Marcos Vitor em 09 de Janeiro de 2022

Ao contrário do que muitos pensam, não é possível investir no Certificado de Depósito Interbancário, ou CDI, como é conhecido.

Todavia, sua taxa de juros média tem impacto direto em diversas variáveis da nossa economia e nos nossos investimentos.

Por isso, é fundamental entender o que é e como funciona esse certificado e essa taxa.

Neste artigo, vamos te explicar tudo o que você precisa saber para fazer suas aplicações de maneira mais consciente.

Vamos lá?

Taxa CDI hoje

A taxa do CDI hoje é 9,15% ao ano, pois ela rende 0,1 p.p. abaixo da taxa Selic que está em 9,25% ao ano.

Portanto, uma variação na taxa básica de juros, para cima ou para baixo, vai fazer com que a taxa DI caminhe na mesma direção.

Dessa forma, um investimento de R$ 1000,00 em um título que rende 100% da taxa DI vai ter um retorno de R$ 91,50 em um ano.

O que é CDI?

O CDI é um título de renda fixa, emitido pelos bancos como forma de fazer captação ou aplicação de recursos excedentes.

Esse empréstimo pode ser lastreado em Certificados de Depósitos Interbancário (CDI), que é um título privado, ou em títulos públicos federais.

As características de um CDI são semelhantes àquelas de um Certificado de Depósito Bancário (CDB), porém, os CDIs somente são negociados no mercado interbancário e têm o prazo de um dia útil.

Taxa DI e Selic Over

Como em todo empréstimo, essa operação incorre em juros.

A taxa de juros média das operações realizadas com lastro em CDI entre todas as instituições financeiras pelo prazo de um dia é chamada de taxa DI.

Por outro lado, a Selic Over, conhecida como a taxa overnight do mercado brasileiro, é a média das taxas de juros das operações com lastro em títulos públicos.

Enquanto a Selic Over é divulgada pela Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), a DI é divulgada pela B3 (Bolsa de Valores).

Normalmente, a taxa DI flutua muito próximo da Selic Over, mas pode haver disparidades em algum momento.

Sistema Financeiro

O sistema financeiro desempenha um papel essencial na economia brasileira.

Realizando a intermediação entre agentes deficitários, que precisam de recursos emprestados, e superavitários, que dispõe de recursos para emprestar, o mercado financeiro cria condições para o desenvolvimento do país.

Dessa forma, podem-se implementar diversas ideias de investimentos, como em infraestruturas, serviços ou empresas, o que traz o desenvolvimento e crescimento para o país.

Contudo, para que possa haver um sistema financeiro sólido, é necessário que as entidades que o compõe sejam sólidas.

Uma dessas entidades, e que é fundamental, são os bancos. Vamos entender como funcionam?

Sistema bancário

Um banco precisa ser solvente, ou seja, precisa ter seu ativo maior que seu passivo.

Isso significa ter condições de honrar seus compromissos.

Caso todos os clientes de uma instituição financeira desejem realizar saques, ela deve ter condições de acatar essa demanda.

Pensando nisso, o Banco Central do Brasil criou uma resolução que obriga os bancos a encerrar o dia com saldo positivo.

Portanto, se um banco tiver mais saques do que depósitos em um dia, ele precisa pedir empréstimos a outros bancos para poder manter a saúde do seu balanço.

E o instrumento utilizado para aplicar os recursos excedentes e captar os recursos faltantes é o CDI.

Importância do CDI

Diante do que foi dito, podemos ver que o CDI é fundamental para a manutenção da solvência e da confiabilidade do sistema financeiro.

E este, por sua vez, é essencial para o crescimento e desenvolvimento da economia do país.

Nesse vídeo, você pode conferir como o CDI afeta nossa economia!

Utilização do CDI

Comumente, se utiliza a taxa DI como referencial para o custo do dinheiro.

Por esse motivo, usa-se ela também como parâmetro de rentabilidade de títulos de renda fixa e para avaliar o retorno em fundos de investimentos.

Por outro lado, a Selic Over é utilizada como fator de rentabilidade do Tesouro Selic.

Investimento em CDI

Afinal, é possível investir em CDI?

Não, no CDI exatamente não, pois ele é um título negociado apenas no mercado interbancário.

Entretanto, existe uma infinidade de ativos de renda fixa que rendem uma porcentagem do CDI. Na verdade, o mais correto seria falar que rendem uma porcentagem da taxa DI.

Por exemplo, é comum vermos CDBs que rendem mais ou menos 105% do CDI. Não só CDBs, mas também LCIs e LCAs, LCs, debêntures etc.

Isso significa que se um ativo tiver rentabilidade de 110% do CDI, e a taxa DI estiver em 15%, essa aplicação vai ter rendimento de 16,5%.

Além disso, existem fundos de investimento que buscam superar ou acompanhar o desempenho dessa taxa.

Caso você queira fazer simulações de investimento na taxa DI, você pode usar nossa calculadora de investimentos.

Mas, o que define se a rentabilidade desses ativos vai ser maior ou menor?

Risco

Os títulos de renda fixa consistem em uma operação de empréstimo, ou seja, o investidor aplica seus recursos com o objetivo de receber o valor no vencimento acrescido de juros.

Nesse sentido, o maior risco dessa negociação é o risco de crédito, que consiste na possibilidade de não receber o valor aplicado.

À medida que essa possibilidade aumenta, os juros do título também deverão aumentar para compensar esse risco tomado.

Vamos pegar o caso de um CDB novamente.

Quanto maior for a instituição, maior sua capacidade de honrar seus compromissos, ou seja, menor será o risco de crédito de investir em um CDB dela.

Por outro lado, se for uma empresa pequena, com um balanço mais apertado, maior será o risco de crédito e a incerteza quanto ao recebimento do valor aplicado.

Dessa forma, podemos concluir que se esse banco menor quiser captar recursos por meio de um CDB, ele deverá oferecer uma taxa de juros maior ao investidor.

Liquidez

Liquidez é a velocidade com que conseguimos transformar um ativo em dinheiro sem que haja diminuição em seu valor.

Por exemplo, normalmente um imóvel não tem liquidez, pois se quiser vender rápido, provavelmente não conseguirá um bom preço.

Então, caso queira vender um imóvel com mais agilidade, terá que diminuir o preço dele para que os compradores sejam atraídos.

Portanto, quanto menor for a liquidez de um ativo, maior deverá ser o retorno para compensar essa dificuldade de resgate.

Aqui, é preciso ficar claro que você não deve observar o vencimento do título, mas a possibilidade de resgate antes do vencimento.

No caso dos investimentos no Tesouro Direto, existem diversos vencimentos, mas podemos resgatar a qualquer momento.

Por outro lado, existem aplicações em LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) que o resgate é só no vencimento mesmo, ou seja, seu dinheiro vai ficar “preso” naquela aplicação por 1, 2, 3 anos.

A regra é: quanto maior for esse prazo em que os recursos ficarão aplicados, maior deverá ser a rentabilidade para compensar o fato de você não poder utilizar o dinheiro a qualquer momento.

Vantagens e desvantagens

Novamente, quando falamos em investir em CDI, estamos nos referindo a aplicações com retorno como porcentagem da taxa DI.

Entendido isso, agora devemos considerar algumas características desse tipo de investimento.

Como todo investimento em renda fixa, existem vantagens e desvantagens.

Vantagens do CDI

O maior atrativo da renda fixa é a segurança.

Nela, podemos mensurar o retorno do investimento no momento da aplicação. Então, existe uma maior previsibilidade do valor acumulado no vencimento.

Além disso, a rentabilidade dessa classe oscila bem menos que a da renda variável.

Portanto, as maiores vantagens são: previsibilidade maior, volatilidade menor e risco mais baixo.

Desvantagens do CDI

Por outro lado, as vantagens têm a contrapartida de um retorno menor.

Como o risco é menor, os investidores não requerem uma taxa alta de rentabilidade, pois eles aplicam pelas vantagens.

Se o objetivo for ganhos maiores, eles distribuirão uma parcela dos seus recursos em ativos com mais incerteza quanto aos retornos.

CDI como benchmark

Benchmark no mundo financeiro significa um índice de referência para avaliar a rentabilidade de uma aplicação.

Em fundos de investimento, o mais comum são os gestores terem uma estratégia de acompanhar ou superar um índice.

Quando eles superam, normalmente cobram uma taxa de performance por essa rentabilidade excedente.

Como foi dito, a Taxa DI é benchmark de muitos fundos de investimento, mas não pode ser utilizada por todos.

Segundo a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o parâmetro de referência deve ser compatível com a política do fundo, ou seja, não é possível utilizar o Ibovespa como benchmark de um fundo de renda fixa.

No caso dos fundos referenciados (que buscam acompanhar o retorno de um índice), a CVM estabelece que eles devem ter pelo menos 95% dos seus ativos aderentes ao benchmark.

Isso significa que se o benchmark for a taxa DI, 95% as aplicações devem ter seu retorno como porcentagem dessa taxa.

Dúvidas frequentes sobre o assunto

CDI, ou Certificado de Depósito Interbancário, é um título de renda fixa privado negociado entre bancos para manter a solvência das instituições.

Como é exclusivo do mercado interbancário, os investidores individuais não podem investir nesse título.

A taxa de juros das operações realizadas com lastro em CDI é a taxa DI.

A taxa DI está em 9,15% ao ano atualmente. Em 2021, o CDI rendeu 4,42%. Vale ressaltar que a taxa oscilou bastante ao longo dos anos, tendo um pico no final do século passado.

Hoje, estamos em um dos patamares mais altos da taxa Selic e da taxa DI dos últimos 6 anos. Se você quiser conferir o patamar mais atual da taxa, é só entrar no site da B3.

Hoje, o CDI está em 9,15%.

O CDI costuma oscilar muito próximo da taxa Selic, tendo um retorno de 0,1 p.p. abaixo desta.

Então, como a Selic está em 9,25%, a taxa DI está em 9,15%.

CDI é a sigla para Certificados de Depósito Interbancário.

Esse título de renda fixa privado é negociado entre instituições financeiras com o objetivo de manter a solvência do sistema.

Continue aprendendo!

Apesar de ser uma das taxas mais comentadas e discutidas do Brasil, pouca gente sabe a sua origem, sua importância e sua aplicação nas nossas vidas.

Por isso, explicamos seu funcionamento neste artigo para que você possa compreender tudo que é relevante sobre o assunto e, assim, aplicar seu dinheiro com mais segurança.

Por fim, continue seus estudos sobre investimentos e considere para sua carteira de investimentos aplicações que estejam atreladas ao DI.

Desse modo, você terá uma parte do seu portfólio alocado em ativos de baixo risco e com pouca volatilidade.



Escrito por Marcos Vitor Especialista em investimentos

Especialista em investimentos do Mobills, Marcos é formado em Economia pela UFC. Tem como hobby aconselhar amigos sobre investimentos.

  • Certificado de Especialista Anbima (CEA);
  • Economista;
  • ETF no Mercado Brasileiro - ANBIMA;
  • Gestão de Riscos - ANBIMA.

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