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CDB ou Tesouro Direto Selic: Qual é o melhor investimento?

Dentre os principais títulos de renda fixa, qual é a melhor opção: CDB que rende 100% do CDI ou o Tesouro Selic? Leia o artigo e confira!

Artigo escrito por Marcos Vitor em 20 de Fevereiro de 2024

Para quem quer investir em renda fixa uma dúvida pode surgir: qual é a melhor opção, CDB ou Tesouro Direto Selic?

Dentre as opções de renda fixa, esses dois se destacam por seu retorno com baixo risco. Contudo, para que possamos investir melhor é preciso escolher aquele que oferece a melhor relação risco-retorno.

Por isso, nesse artigo, analisaremos alguns fatores para que possamos descobrir qual é o melhor, CDB ou Tesouro Direto Selic, e, assim, investir no ativo mais adequado.

VEJA TAMBÉM: Qual o melhor Investimento Hoje? Conheça agora a melhor opção!

O que é um CDB?

CDB é a sigla para Certificado de Depósito Bancário, que é um título de renda fixa emitido por instituições financeiras para captar recursos.

A rentabilidade de um CDB pode ser pré-fixada, pós-fixada ou mista, ou seja, rende de acordo com uma taxa fixa, um índice ou uma mistura de ambos, respectivamente.

Ademais, no Brasil, como existem grandes instituições financeiras confiáveis, esses títulos são considerados de baixo risco (a depender das características e rating de crédito do emissor).

O que é o Tesouro Direto Selic?

O Tesouro Selic é um título público negociado na plataforma do Tesouro Direto, que é um programa criado pelo governo para democratizar o acesso a esses títulos.

Nesse sentido, os títulos públicos são uma forma do governo se financiar, pois, dessa forma, ele consegue captar recursos para seus empreendimentos.

Além disso, do mesmo modo que os CDBs, os títulos públicos também podem ter um retorno fixo, atrelado a um índice ou misto.

O Tesouro Selic acompanha a taxa básica de juros da economia (Selic) e é adequado para quem busca segurança e liquidez, pois permite resgates a qualquer momento.

É uma escolha interessante para alocar a reserva de emergência e para manter uma parcela do portfólio em investimentos de baixo risco.

Por fim, como o governo tem ampla capacidade de emitir dinheiro, cobrar impostos e emitir mais dívida, esse título é considerado o ativo mais seguro do país.

CDB ou Tesouro Direto Selic

Para que possamos comparar os títulos e descobrir qual é o melhor investimento, CDB ou Tesouro Direto Selic, vamos considerar um CDB que rende 100% CDI, ou seja, um CDB que rende 100% da taxa DI.

Isso porque existem CDBs com diferentes rentabilidades, então isso dificultaria a comparação, mas os que rendem 100% do CDI são mais comuns.

Portanto, agora, vamos observar alguns fatores que nos permitirão responder à pergunta central desse artigo.

Rentabilidade

Nesse artigo, estamos considerando um CDB 100% CDI. E quanto rende a taxa DI? Normalmente, 0,1 p.p. abaixo da taxa Selic Meta, que é a taxa definida pelo Copom

Por outro lado, o Tesouro Selic rende conforme a taxa Selic Over, que é a taxa negociada no mercado. E quanto rende a taxa Selic Over? Também cerca 0,1 p.p. abaixo da taxa Selic Meta.

Nesse sentido, o rendimento dos dois títulos é igual, inclusive levando em consideração a tributação, que veremos logo em seguida.

Observe a variação dessa taxa nos últimos anos comparada ao CDI mensal:

O que é melhor para um investidor de alta renda?

A escolha entre CDB ou Tesouro Direto Selic depende das metas financeiras, da necessidade de liquidez e da disposição para assumir riscos.

Diversificar o portfólio é uma estratégia inteligente, e investidores de alta renda podem optar por ambos, usando o Tesouro Selic para a reserva de emergência e CDBs ou outras opções de renda fixa para maximizar retornos.

Investidores de alta renda podem obter CDBs com taxas atrativas, principalmente em bancos de menor porte, mas isso também traz um risco de crédito mais elevado.

Por isso, importante avaliar a solidez do banco emissor e o prazo de vencimento, pois alguns CDBs podem ter carência.

A consulta a um assessor de investimentos também pode ser valiosa para tomar decisões alinhadas aos objetivos específicos.

No Santander Select, você conta com Assessoria Personalizada de investimentos para tomar a melhor decisão e alocar corretamente o seu patrimônio.

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Risco

Como ambos são títulos de renda fixa, eles correm o mesmo risco de crédito, que é o risco do emissor dar um calote no investidor.

Naturalmente, emprestar para o governo é muito mais seguro do que emprestar para um banco. Mas, essa diferença pode ser irrelevante.

Isso porque existem bancos que têm um risco de crédito muito próximo ao risco do governo, ou seja, risco quase zero.

Claro, cada caso precisa ser analisado individualmente, mas existem sim muito bancos sólidos no Brasil que emitem CDBs com baixíssimo risco.

Além disso, o CDB tem cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que é uma instituição que cobre até R$ 250.000,00 caso o banco para o qual você emprestou vá à falência.

Por exemplo, se você investiu R$ 300.000,00 em um CDB cujo banco veio a falir, você receberá R$ 250.000,00, pois é o valor que o Fundo cobre por CPF contra um mesmo banco.

Caso você tenha R$ 200.000,00 aplicado em dois CDBs de bancos diferentes (totalizando R$ 400.000,00), você receberá o valor integral, pois está dentro do limite do FGC para cada banco.

Então, isso representa uma segurança a mais para o investidor.

Liquidez

A liquidez é a velocidade e a facilidade com que você pode transformar um ativo em dinheiro sem que haja perda de valor.

Nos títulos públicos e nos CDBs, se você resgatar antes do vencimento, o fará pelo preço do título que está sendo negociado no mercado.

Então, em ambos os casos, você pode ter prejuízo.

Contudo, os títulos públicos garantem o resgate sempre que você quiser. Ou seja, se eu quiser vender meu título hoje, o Tesouro Direto deposita o dinheiro na minha conta amanhã.

É importante salientar que esse pedido de resgate deve estar dentro do horário de negociação do Tesouro Direto, que é nos dias úteis, das 9h30 às 18h.

No caso dos CDBs, a liquidez vai variar de título para título.

Desse modo, tem título em que você poderá resgatar somente no vencimento e tem título que eu posso resgatar no mesmo dia, que são os CDBs com liquidez diária, isto é, eles têm uma liquidez até maior que a de um título público.

Por isso, é muito importante que você verifique a liquidez do título antes que você aplique nele.

Tributação

Os ativos de renda fixa, incluindo títulos públicos e CDBs, seguem a tabela regressiva no que diz respeito à sua tributação.

Nesse sentido, quanto mais tempo você fica com o título, menos imposto de renda você pagará conforme a tabela a seguir:

Tempo com o títuloAlíquota
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,5%
A partir de 721 dias15%
Tabela regressiva da renda fixa

É importante lembrar que essa alíquota incide apenas sobre o rendimento da operação, não sobre o saldo total.

Além disso, você não precisa se preocupar em recolher esse imposto, pois ele é descontado diretamente na fonte, e o valor que você recebe já é líquido de tributos.

Portanto, tanto o CDB que rende 100% do CDI quanto o Tesouro Direto Selic têm a mesma tributação.

Investimento mínimo

O programa do Tesouro Direto tem uma regra que estabelece que o mínimo que você pode comprar de um título é 1% do seu valor total.

No caso do Tesouro Selic, seu valor costuma ficar acima de R$ 13.000,00. Então, o valor mínimo para você investir nesse título é R$ 130,00.

Por outro lado, no caso dos CDBs, o investimento inicial varia de acordo com cada título. Entretanto, é possível encontrar facilmente CDBs que não têm investimento mínimo.

Portanto, nesse sentido, os CDBs que rendem 100% do CDI costumam ser mais acessíveis ao investidor iniciante.

Então, levando em consideração todos os fatores, isso significa que os dois títulos rendem a mesma coisa no final? Na verdade, não. Isso porque, nos títulos públicos, temos que pagar uma taxa à B3 pela custódia dos nossos títulos.

A B3 cobra semestralmente uma taxa equivalente a 0,25% ao ano. Mas, ela só cobra de quem tem um montante superior a R$ 10.000 e apenas sobre o valor excedente.

Em outras palavras, se você tiver R$ 12.000 aplicados em títulos da dívida, só vai pagar R$ 5,00 ao ano referente ao valor de R$ 2.000.

No longo prazo, essa taxa pode ser muito significativa na comparação entre os dois títulos.

Simulador de CDB ou Tesouro Direto Selic

Para que você possa comparar os dois ativos, é interessante que você faça simulações com ambos, tanto o CDB quanto o Tesouro Direto Selic.

Nesse sentido, você pode usar o Simulador de Investimentos da Mobills. Assim, você terá uma noção exata de quanto seu investimento renderá em cada um dos produtos.

Contudo, nesse simulador, não levamos em consideração a taxa de custódia cobrada pela B3 para os títulos públicos. Então, o retorno das operações no Tesouro Direto podem diferir da realidade por esse aspecto.

Afinal, qual é melhor: CDB ou Tesouro Direto Selic

Então, qual é o melhor investimento: um CDB 100% CDI ou o Tesouro Direto Selic?

Diante de todos os fatores considerados, o CDB terá um retorno maior no longo prazo com um risco menor do que os títulos públicos.

Caso você invista menos de R$ 10.000,00, o retorno de ambos os títulos será igual, mas, para valores maiores, o CDB se sobressai.

Entretanto, isso não significa que o Tesouro Selic não é uma boa aplicação, pois ambos os investimentos são bons e cumprem seu papel.

Portanto, quando você for investir, leve esses fatores em consideração e tome sua decisão, lembrando sempre de diversificar seus investimentos.

Além disso, clientes alta renda podem abrir sua conta Santander Select para diversificar seus investimentos contando com uma Assessoria Personalizada.

De todo modo, é preciso ter conta em uma boa corretora de valores, como a Toro Investimentos para ter acesso a uma grande variedade desses títulos.

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Escrito por Marcos Vitor Especialista em Investimentos

Marcos Vitor é consultor financeiro, economista (UFC), analista CNPI (APIMEC), especialista em investimentos (ANBIMA) e acredita no poder da educação financeira para transformar vidas.

  • Consultor financeiro
  • Economista (UFC)
  • Analista CNPI (n° 3772)
  • Especialista em Investimentos Anbima (CEA)
  • Criptomoedas (NovaDAX)

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14 comentários publicados nesse artigo
    04/05/2022 às 16:00

    O meu gerente disse que agora não tem mais LCI no banco. E eu sou conservadora.Me ajudou muito a escolher qual investimento fazer . Muito obrigada

      05/05/2022 às 10:28

      Ficamos felizes em poder ajudar, Claudia. A LCI é um excelente ativo, mas existem boas alternativas, como é o caso dos CDBs e dos títulos públicos.

    18/04/2022 às 10:41

    Excelente explicação. Foi especificando o comparativo entre CDB 100% e TDS ponto a ponto. Parabéns! Diante das ponderações, vou ficar com o meu velho e bom CDB.

      18/04/2022 às 11:26

      Excelente, Sandra. Esses comparativos são importantes, principalmente entre ativos tão comuns ao investidor.

    03/04/2022 às 09:49

    Parabéns pela maneira simples e direta da explanação. Parece aquele estudante que dá voltas estudando até um título de Pós Doutorado e que volta a enxergar as coisas simples da vida como a maneira de explicar, ensinar o que aprendeu. Muitas vezes o ser humano coloca tanta complexidade que não vê o simples, o óbvio na solução do suposto problema.

      04/04/2022 às 10:49

      Ficamos felizes em poder ajudar, Sergio. Temos certeza que você também vai gostar dos nossos outros conteúdos.

    24/03/2022 às 00:16

    Muito bom esse artigo, ótima explicação, de forma clara e fácil entendimento, parabéns, gostaria de uma matéria de carteira previdenciária para quem está iniciando na bolsa de valores.
    Grata

      24/03/2022 às 10:03

      Ficamos felizes em poder ajudar, Claudia, e agradecemos pela sugestão. Talvez, em breve saia um artigo com esse tema.

    13/01/2022 às 10:02

    Muito didático. Gostei muito da explicação. Parabéns, professor.

      13/01/2022 às 10:18

      Ficamos felizes em poder ajudar, Lucilene. Aproveita e confere nossos outros artigos sobre finanças e investimentos.

    13/01/2022 às 07:54

    Esclarecedora a explicação parabéns.
    Tenho uma dúvida. Qual seria a melhor opção de investimento caso eu tivesse um valor expressivo para investir e viver de renda passiva através dessa aplicação, ou seja, poder resgatar mensalmente o rendimento.
    Agradecido se puder responder

      13/01/2022 às 08:46

      Olá, Eloir. Para quem quer viver de renda, essas não são as aplicações mais recomendadas, pois elas não geram uma renda passiva. Nesse sentido, é melhor você investir em ativos que gerem dividendos, proventos ou rendimentos periódicos. No caso do CDB e do Tesouro Selic, você terá que ficar resgatando o seu saldo da aplicação, o que vai gerar um constante pagamento de impostos. De todo modo, você precisará comparar CDBs específicos com o Tesouro, pois cada CDB tem uma característica diferente. Se for um CDB com liquidez diária, é melhor do que o Tesouro Selic.

      15/02/2022 às 19:43

      Se não tiver muito medo FII seria uma opção pois pagam dividendos mensalmente.

      16/02/2022 às 08:06

      Exatamente, Lais. Os Fundos Imobiliários são excelentes instrumentos de renda passiva, mas são adequados para um perfil mais moderado ou arrojado. Para quem está começando, o ideal seria começar pela renda fixa, pois são mais seguros e didáticos.

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