O que é Bitcoin? Conheça a primeira e mais valiosa criptomoeda do mundo!

O que é uma criptomoeda? Leia o artigo e conheça mais sobre o mercado de criptoativos.

Artigo escrito por Marcos Vitor em 08 de Julho de 2021

bitcoin criptomoeda

Você já ouviu falar em Bitcoin?

Provavelmente, você deve ter ouvido falar da valorização estratosférica que esse ativo teve nos últimos anos e o número de empresas que já o aceitam como meio de pagamento.

Contudo, talvez, você ainda não saiba o que é o Bitcoin, quando surgiu e com que objetivo.

Para além da fama desse ativo, entender sobre as criptomoedas é importante porque essa tecnologia pode definir o futuro do sistema financeiro.

Por isso, neste artigo, vamos tratar sobre esse assunto de modo que você entenda o que é, como funciona e como investir em Bitcoin.

Então, vamos nessa?

O que é Bitcoin?

O Bitcoin é a primeira e mais valiosa criptomoeda do mundo.

As criptomoedas são moedas digitais que utilizam a criptografia para proteger dados e processar transações.

O objetivo da criação do Bitcoin é de ser uma moeda descentralizada, ou seja, que não pertence a algo ou alguém.

Portanto, essa moeda foi criada baseada na tecnologia peer-to-peer (ponto a ponto), que é um sistema para compartilhamento de arquivos, documentos e informações que não depende de uma autoridade central para funcionar.

Nesse sentido, o Bitcoin não pode sofrer pressão ou influência externa.

Ademais, essa criptomoeda foi projetada em uma quantidade finita, isto é, só existirão 21 milhões de Bitcoins, sendo cada um deles divisível até a oitava casa decimal.

Então, sendo um ativo digital, o Bitcoin pode ser usado para pagar bens e serviços e para se proteger da depreciação das moedas tradicionais, causada pela inflação.

Além disso, o Bitcoin é a primeira moeda digital com base na tecnologia blockchain, que é uma tecnologia que garante a transação rápida e segura dos dados.

O que é blockchain?

O blockchain (cadeia de blocos) é um banco de dados distribuídos, que criptografa os dados necessários, de forma descentralizada, e realiza a transação sem a necessidade de um terceiro.

Ele funciona como um livro contábil que contém o registro de uma transação de moeda virtual, de forma que esse registro seja confiável e imutável.

Ademais, essa tecnologia armazena os dados de um grupo de transações em blocos, e, a cada 10 minutos, é formado um novo bloco de transações, que se conecta ao anterior.

Os blocos são dependentes uns dos outros e formam uma cadeia de blocos. Nesse processo, os mineradores verificam e registram as transações no bloco.

Blockchain
Dinâmica do Blockchain

Basicamente, todos os computadores dentro dessa rede (também conhecido como nós) precisam reconhecer a transação para ela se tornar válida.

Mas, como funciona esse processo?

  1. Um usuário solicita uma transação;
  2. Um bloco é criado que representa a transação;
  3. O bloco se difunde para todos os nós da rede;
  4. Todos os nós validam o bloco e a transação;
  5. O bloco é adicionado à blockchain; e
  6. A transação é verificada e executada.

Contudo, diferente do que muitas pessoas imaginam, essa tecnologia toda não surgiu da repentinamente, e o Bitcoin é fruto de anos de pesquisa.

Então, vamos conhecer um pouco da sua história.

Quem criou o Bitcoin?

O criador do Bitcoin é o Satoshi Nakamoto.

Mas, quem ele é? Ninguém sabe. Nem se sabe se é uma pessoa ou um grupo de pessoas.

Contudo, no dia 31 de outubro de 2008, alguém com esse nome publicou no fórum Cryptography Mailing: “Estive trabalhando em um novo sistema de dinheiro eletrônico, totalmente peer-to-peer, sem necessidade de confiar em terceiros.”

O arquivo indicado nessa mensagem viria a ser conhecido como o White Paper do Bitcoin (documento branco do Bitcoin) e se tornou a “Carta Magna” de como funcionaria o Bitcoin como conhecemos hoje.

No dia 3 de janeiro de 2009, o primeiro Bitcoin foi minerado, Bloco 0, conhecido como bloco Gênesis.

Alguns meses depois, em 22 de maio de 2010, alguém usou o Bitcoin pela primeira vez para comprar um bem, que no caso foi uma pizza.

Nesse dia, duas pizzas foram adquiridas em troca de 10.000 bitcoins.

De lá para cá, várias empresas, e até um país, passaram a aceitar essa moeda como meio de pagamento, e criaram-se outras criptomoedas.

Para se ter uma noção, hoje em dia, existem mais de 6.000 moedas digitais em circulação. Naturalmente, cada uma tem uma proposta e uma tecnologia diferente.

Contudo, o Bitcoin não surgiu fora de contexto.

Na verdade, ela foi uma reação à destruição do dólar orquestrada pelo banco central americano ao injetar muito dinheiro na economia para resgatar os Estados Unidos da crise imobiliária.

Diante desse cenário de inflação, o Bitcoin surgiu como uma alternativa às moedas tradicionais que estavam perdendo valor ao longo do tempo.

Pronto, até aqui você já entendeu toda a parte conceitual importante sobre essa criptomoeda, então podemos partir para a parte prática.

Como comprar bitcoin

Existem diferentes formas de adquirir um Bitcoin:

  • Comprando diretamente de outra pessoa (peer-to-peer);
  • Através de uma corretora;
  • Minerando; ou
  • Vendendo produtos e serviços para receber em criptos.

Neste artigo, você vai aprender a segunda forma, que é uma das mais simples e seguras.

As corretoras de criptomoedas são chamadas de exchanges (intercâmbio) e nada mais são que plataformas para negociar criptoativos.

Contudo, a maior diferença para uma corretora tradicional para uma exchange é o horário de negociação, pois nesta, as transações acontecem 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Além disso, você pode se deparar com diferentes preços para a mesma cripto, mas isso é normal, tendo em vista que existem vários investidores que estão dispostos a negociar seus ativos a preços diferentes.

Então, vamos conhecer um pouco mais sobre essas corretoras.

Melhores exchanges

Para escolher uma boa Exchange, você precisa levar alguns fatores em consideração:

  • Liquidez;
  • Infraestrutura de segurança;
  • Métodos de pagamento;
  • Latência;
  • Taxas e custos da plataforma; e
  • Quem são as pessoas envolvidas nessa corretora.

Nesse sentido, nós separamos as corretoras mais conceituadas do mercado brasileiro.

Mercado Bitcoin

A Mercado Bitcoin é a maior plataforma de criptomoedas e ativos digitais da América Latina tendo mais de dois milhões de clientes.

Em 2020, ficou entre as 25 exchanges mais confiáveis do mundo.

NovaDAX

A NovaDAX é uma exchange global e faz parte da holding Abakus Group.

Ademais, ela oferece plataformas básicas e avançadas, operações com alavancagem, entre outros serviços.

FoxBit

É uma das maiores exchanges brasileiras e é a única que deixa público seu endereço de carteira, provando a existência dos recursos que os investidores negociam na plataforma.

Além disso, com parcerias estratégias, como a Blink Trade Inc., a FoxBit é considerada uma das melhores corretoras de criptoativos do Brasil.

Biscoint

A Biscoint é uma das exchanges que mais cresceu nos últimos anos, não só pelo seu serviço, mas pela entrada de Bruno Perini e Thiago Nigro no grupo societário.

Então, a proposta dessa exchange é oferecer um serviço que facilite a vida do investidor pelo melhor preço dentre todas as corretoras.

Aprenda a investir em Bitcoin na prática.

Como guardar criptomoedas

Você lembra que a proposta do Bitcoin era ser um ativo descentralizado?

Se você deixar seus ativos na exchange, você os estará guardando em lugar que é centralizado. Por isso, as exchanges podem ser alvo de hackers ou até de intervenções governamentais.

Nesse sentido, criaram-se as wallets (carteiras).

Atualmente, existem vários tipos de wallets diferentes e nós vamos conhecê-las.

Cold Wallets

As cold wallets (ou Carteiras Frias) são carteiras físicas e são mais usadas para quem investe para o longo prazo e não negociam suas criptos no dia a dia.

Por não estarem conectadas à internet, elas não ficam tão expostas à ataques hackers, representando uma camada a mais de segurança.

Dentre as cold wallets, nós temos as Hardware e as Paper Wallets.

Hardware Wallet

As carteiras hardware são dispositivos físicos, lembram o formato de um pendrive, e são as mais usadas para quem investe para o longo prazo.

Nesse sentido, você pode pensar nela como seu cofre, como um banco seguro, pois não está sujeita a ataques remotos.

Na maioria das vezes, elas estão planejadas para guardar mais de um tipo de criptomoedas.

Dentre todas as existentes, as mais recomendadas são a Ledger Nano X e a Trezor.

Hardware Wallet para guardar bitcoin
Hardware Wallet

Paper Wallet

As paper wallets (ou carteiras de papel) até hoje alguns consideram a maneira mais segura de armazenas criptoativos.

Todavia, o seu uso exige cuidados específicos.

Ela é essencialmente um documento que contém um endereço público na rede do Bitcoin, que pode ser usado para receber fundos, e uma chave privada, que permite gastar ou transferir os Bitcoins armazenados nesse endereço.

Elas geralmente são impressas em uma forma de código QR e requerem cuidado e preservação.

paper wallet para guardar bitcoin
Paper Wallet

Hot Wallets

As hot wallets (ou carteiras online) são bastante práticas e podem ser muito úteis, principalmente para quem negocia com mais frequência.

Além disso, os investidores podem utilizar através de uma aplicação no computador ou celular.

Apesar da facilidade de negociação, existe o risco de hackers ou até mesmo o risco pelo fato da organização que administra os serviços obter controle sobre seus Bitcoins.

Dentre as principais hot wallets, as mais recomendadas são a Exodus e a Trust Wallet.

hot wallet para guardar bitcoin
Trust Wallet

Como minerar Bitcoin

Minerar bitcoins significa colocar um hardware específico de mineração a serviço do protocolo, empenhando força computacional e energia para confirmar e auditar as transações na rede.

O protocolo do Bitcoin evita a emissão dupla através da comprovação coletiva (peer-to-peer) de transações.

Assim, você empresta seu poder computacional, o computador resolve os problemas criptográficos e você é recompensado com Bitcoins como forma de incentivo para manter a rede online.

Hoje, não é mais possível minerar Bitcoin com um computador comum, isso era viável até 2013.

Como essa atividade se tornou mais competitiva, atualmente utilizam-se máquinas específicas para isso.

Fazenda de mineração de cripetomoedas dos Estados Unidos
Maior fazenda de mineração de Bitcoin dos Estados Unidos

Caso você esteja pensando em minerar bitcoins, é bom realizar um estudo de custos antes e saber que você precisará de um capital inicial e um local apropriado, pois a mineração consome muita energia elétrica e gera muito calor.

Declarando as criptomoedas

Em maio de 2019, a Receita Federal publicou uma Instrução Normativa que institui as regras para a prestação de informações relativas às operações realizadas com criptoativos.

Portanto, a declaração de criptomoedas se tornou obrigatória na Declaração Anual de Imposto de Renda e deve ser feita baseada no montante que você tem em posse ano final do ano fiscal de referência.

Nesse processo, você pode tomar como base o valor de aquisição, ou seja, você pode desconsiderar oscilações posteriores nos preços das criptos. Claro, isso se aplica somente enquanto você não vender seus ativos.

Mas, onde você vai declarar?

Na aba “Bens e direitos”, há três códigos que serão usados nesse sentido:

  • 81 – Bitcoin;
  • 82 – Outros criptoativos (altcoins, como Ether); e
  • 89 – Demais criptoativos.

Lembre-se: pagar é diferente de declarar. Então, quando é necessário pagar?

Em síntese, se você vendeu mais de R$ 35.000,00 por mês em criptomoedas e obteve lucro, terá que pagar imposto de renda sobre o lucro (via DARF).

Contudo, diferente do imposto de renda tradicional, a tributação das criptos segue uma tabela progressiva conforme o lucro auferido:

  • Até R$ 5 milhões, paga 15%;
  • De R$ 5 a 10 milhões, 17,5%;
  • De R$ 10 a 30 milhões, 20%; e
  • Acima de R$ 30 milhões, 22,5%.

Caso você não declare e/ou sonegue o imposto devido, você está sujeito à multa.

Bitcoin vale a pena?

Neste artigo, nós discutimos os principais assuntos sobre Bitcoin, mas uma dúvida pode ter restado. Afinal, vale a pena investir em Bitcoin?

Depende. Para chegar a essa conclusão, você precisa analisar seu perfil de risco, seus objetivos e sua estratégia.

Portanto, se fizer sentido para você, o Bitcoin, ou outras criptomoedas, pode fazer parte da sua carteira de investimentos.

Contudo, apesar do processo de investir ser simples, o difícil é traçar uma estratégia e entender que esse tipo de ativo é muito volátil, podendo subir muito como cair muito.

Se você for investir em Bitcoin, recomendamos que você coloque somente uma pequena parte do seu patrimônio nesse ativo, no máximo 5%.

Desse modo, você estará se expondo a um ativo com grande potencial de valorização de modo bastante prudente.

Continue aprendendo!

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Escrito por Marcos Vitor Especialista em investimentos

Especialista em investimentos do Mobills, Marcos é formado em Economia pela UFC. Tem como hobby aconselhar amigos sobre investimentos.

  • Certificado de Especialista Anbima (CEA);
  • Economista;
  • ETF no Mercado Brasileiro - ANBIMA;
  • Gestão de Riscos - ANBIMA.
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