Nesta quinta-feira, 1° de janeiro, passou a vigorar o novo salário mínimo para 2026, de R$ 1.621. O reajuste representa um aumento de R$ 103, 6,79% em relação aos R$ 1.518 anteriores.
Com isso, os trabalhadores passam a receber o novo salário a partir do pagamento de fevereiro. Além disso, a alta do piso salarial também influencia vários benefícios sociais.
Isso porque muitos benefícios estão atrelados ao salário mínimo. Entre eles, as aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e seguro-desemprego, por exemplo.
Dessa maneira, os gastos públicos aumentam. De acordo com os cálculos da equipe econômica, a cada R$ 1 de aumento no piso, cria-se uma despesa de aproximadamente R$ 429,3 milhões.
O novo salário mínimo para 2026 foi fixado em R$ 1.621, representando um aumento de 6,79% (ou R$ 103 a mais) em relação ao valor de 2025 (R$ 1.518).
Este valor entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026, o que significa que o novo montante começará a cair na conta dos trabalhadores e beneficiários no início de fevereiro.
Abaixo, veja que muda nos principais benefícios e pagamentos atrelados a esse novo piso!
Ninguém que recebe aposentadoria, pensão por morte ou auxílio-doença pode ganhar menos que um salário mínimo. Logo, o piso previdenciário sobe para R$ 1.621.
Além disso, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para idosos e pessoas com deficiência de baixa renda também passa a ter como valor base, R$ 1.621.
E, como critério para receber o BPC é ter renda familiar de até 1/4 do salário mínimo por pessoa, o novo limite de renda per capita sobe para R$ 405,25.
Em 2026, o valor máximo do abono salarial, pago a quem trabalhou os 12 meses do ano-base (2024), passa a ser de R$ 1.621. Além disso, as regras de elegibilidade sofrem alterações.
O limite de dois salários mínimos para ter direito ao benefício agora será corrigido apenas pela inflação, e não mais pelo ganho real do mínimo, o que pode limitar o acesso ao longo do tempo.
A parcela mínima do seguro-desemprego passa a ser obrigatoriamente R$ 1.621. O teto e as demais faixas de cálculo também são reajustados (geralmente com base no INPC).
Como a contribuição previdenciária do Microempreendedor Individual (MEI) é calculada sobre o salário mínimo, o custo mensal do boleto DAS vai subir:
O resultado do novo salário mínimo para 2026 é o resultado da soma de dois índices:
- A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidos (INPC) em 12 meses até novembro, de acordo com a Constituição;
- Índice de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de 2 anos anteriores – no caso de 2026, vale o PIB de 2024, que cresceu 3,4%.
No entanto, em dezembro de 2024, o Governo aprovou uma lei que limita o aumento real do salário mínimo a 2,5% – que representa o teto de gastos do arcabouço fiscal.
Dessa maneira, a soma é a inflação em doze meses até novembro de 2025 + PIB de 2024 = 4,18% (segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) + 2,5% de alta real.