O conflito no Oriente Médio entre Irã, Estados Unidos e Israel já mexeu com os preços do petróleo no mercado internacional. No fim de semana, ele saltou 35% e atingiu US$ 100.
Por isso, os postos de gasolina começaram a repassar os preços ao consumidor. Dessa maneira, muitos já se perguntam se a disparada do petróleo vai aumentar o preço da gasolina no Brasil.
A alta acontece por interrupções no fornecimento global de petróleo bruto depois dos ataques ao Irã. A Arábia Saudita, Iraque, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar são seus maiores produtores.
No entanto, a Petrobras, principal distribuir de derivados do petróleo, ainda não fez nenhum ajuste de preço. A seguir, continue lendo para saber mais detalhes do preço da gasolina no Brasil.
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Nos Estados Unidos, o preço do petróleo tipo Brent está cada vez mais perto dos US$ 86, uma alta de quase US$ 10 desde o início dos ataques ao Irã.
Mas, enquanto nos EUA há várias empresas operando refinarias e os preços acompanham rapidamente as cotações negociadas na Nymex, no Brasil o setor é concentrado na Petrobras.
Ou seja, nos Estados Unidos, o reajuste é feito rapidamente após a disparada do petróleo. A Petrobras, por outro lado, evita repassar imediatamente a volatilidade global aos preços locais.
Por isso, de acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a Petrobras está vendendo a gasolina 49% mais barato em comparação ao mercado internacional.
Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a estatal acompanha o cenário internacional para entender qual será o comportamento do barril Brent nos meses seguintes.
Por enquanto, a empresa não tem uma posição definida sobre reajustes no preço da gasolina. No entanto, se a alta do petróleo se intensificar, a Petrobras terá que reagir rápido.
Isto é, se o petróleo continuar aumentando, o preço da gasolina pode subir no Brasil. Assim, impactaria o orçamento das família, já que afeta o transporte de alimentos e remédios, por exemplo.
Todavia, a Petrobras pode absorver parte do aumento para evitar repasses imediatos ao consumidor. Portanto, é preciso acompanhar os próximos passo para saber mais.