O Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, registra cenas de verdadeiro caos, com passageiros relatando filas da imigração que podem chegar a 7 horas apenas para carimbar o passaporte.
Assim, o que deveria ser o início de um passeio ou de uma viagem de negócios tem se transformado em um teste de resistência física e emocional para milhares de pessoas.
Portanto, quem planeja viajar para Portugal nos últimos meses precisa se preparar para um exercício extra de paciência logo na chegada para enfrentar as grandes filas no terminal.
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Muitos passageiros relatam no X, antigo Twitter, esperas de até 7 horas nas filas sem comer, sem água sem poder sentar e sem receber nenhuma informação ou explicação sobre a demora.
Não existe um único culpado para a extensão quilométrica na fila da imigração no Aeroporto de Lisboa, mas sim uma mistura de problemas ao longo de 2025 que estouraram ao mesmo tempo.
A situação ficou mais difícil depois de algumas mudanças na organização do Governo e no aumento do número de turistas. Entre elas:
Além disso, há muitos problemas nas catracas eletrônicas. Elas deveriam agilizar a entrada de quem tem passaporte europeu ou eletrônico, mas nem sempre funcionam bem.
Desse modo, quando uma máquina quebra ou tem erro, todo o fluxo é desviado para os policiais. Isso aumenta ainda mais o tempo de espera de quem já está na fila manual.
Mas, se você já tem uma viagem marcada, existem algumas escolhas que podem ajudar a evitar o pico do caos ou, pelo menos, tornar a espera menos sofrida.
No entanto, como as áreas de imigração são corredores fechados e sem lojas, você precisa levar o que for necessário para não passar aperto enquanto espera a sua vez de ser atendido, por precaução.
Por isso, leve com você lanches práticos, garrafas de água e carregador portátil. Além disso, vá com sapatos muito confortáveis e roupas leves para tornar a espera menos difícil.
No início de dezembro, José Luíz Arnaut, presidente da ANA Aeroportos de Portugal afirmou que “há um problema de recursos humanos e um problema de gestão dos recursos humanos existentes”.
Em um congresso em Macau, Arnaut afirmou que a falta de agentes no controle de fronteiras em Lisboa se destaca nos primeiros voos da manhã:
“No momento em que reforçam, já chegaram os aviões das 7 e das 8 da manhã, que são mais 1.000 a 1.200 passageiros. Ainda não estão digeridos os passageiros das 5 e das 6 da manhã e carregamos nos outros”.
Os passageiros que precisam encarar a fila da imigração no Aeroporto de Lisboa temem que a situação caótica no aeroporto fique ainda pior com a movimentação do Ano Novo.
No entanto, o Governo português já afirmou a possibilidade de trabalhar com um plano de contingência – e suspender temporariamente o novo sistema adotado – para evitar longas filas.